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Como as empresas podem combater o trabalho infantil?

Empresas também têm um papel importante no enfrentamento ao trabalho infantil. Isso inclui combater irregularidades na cadeia produtiva, promover a aprendizagem profissional protegida e fortalecer práticas de proteção à infância e adolescência.

O Programa Empresa Amiga da Criança, da Fundação Abrinq, reúne empresas comprometidas com a promoção dos direitos de crianças e adolescentes. As participantes assumem compromissos relacionados ao enfrentamento do trabalho infantil e têm acesso a conteúdos e debates sobre boas práticas e responsabilidade social corporativa.

Boas práticas para empresas

O enfrentamento ao trabalho infantil também passa pelo compromisso do setor empresarial com a proteção integral de crianças e adolescentes. Ao adotar políticas, práticas de monitoramento e ações de sensibilização em suas cadeias produtivas, empresas podem contribuir de forma decisiva para prevenir violações de direitos e promover ambientes de trabalho mais éticos e responsáveis.

Conheça algumas boas práticas:

O ponto de partida é garantir que nenhuma criança ou adolescente trabalhe em condições irregulares em suas instalações ou nos serviços que contrata diretamente, e que os colaboradores saibam identificar e reportar quando isso acontece.

Significa também cumprir a Lei do Jovem Aprendiz, que obriga empresas de médio e grande porte a reservar entre 5% e 15% das vagas de funções que exigem formação profissional para aprendizes entre 14 e 24 anos. Essa é uma forma importante de abrir portas para adolescentes em vulnerabilidade, com carteira assinada, formação e direitos garantidos.

Capacitar equipes de RH e lideranças para reconhecer situações de risco, criar canais internos de denúncia e incluir o tema nas políticas de direitos humanos e ESG são passos que constroem uma cultura que não tolera a exploração de crianças em nenhum nível.

O trabalho infantil raramente aparece na ponta visível da cadeia. Ele pode estar nos fornecedores de segundo e terceiro nível, nas lavouras que abastecem os insumos, nas oficinas terceirizadas que ninguém visita.

Incluir cláusulas contratuais contra o trabalho infantil é importante, mas precisa vir acompanhado de ação: fazer auditorias, visitar fornecedores, perguntar, cobrar e apoiar os parceiros a se adequarem.

Setores como agricultura, construção civil, mineração e confecção concentram historicamente mais casos. Empresas que atuam nessas cadeias precisam de protocolos mais rigorosos e atenção redobrada.

A pobreza é a causa mais recorrente do trabalho infantil, e as empresas têm capacidade de agir sobre ela. Garantir remuneração justa e condições decentes de trabalho para os adultos que empregam, e cobrar o mesmo de toda a cadeia, já é uma contribuição significativa. Uma família com renda suficiente e acesso a serviços públicos de qualidade raramente manda os filhos trabalhar.

Apoiar iniciativas de educação e proteção social nas comunidades do entorno é outra forma de atuar na raiz do problema.

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Diga NÃO ao trabalho infantil: ajude a disseminar a causa e proteger crianças e adolescentes esta violação

Para conscientizar ainda mais pessoas para a causa e ajudar a combater o trabalho infantil, faça o download dos materiais disponíveis abaixo e compartilhe com os seus contatos, via WhatsApp ou e-mail, e nas suas redes sociais.

Não esqueça de utilizar a hashtag #NãoAoTrabalhoInfantil e marcar a @fundacaoabrinq.

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